Acho que dei um jeito nos ombros. Escalei, pedra pós pedra, desse armado de concreto açucarado, robusto e quebradiço. Lá, depois das nuvens, eu cheguei. Cá em cima, do alto do meu ego, me passou pela cabeça um pensamento nevoeiro, que gelou a espinha e, gelado, mesmo, eu ri: ri tanto que até bati na mesa. A angústia não vem do fim inexorável. Eu tenho medo é de viver pra sempre.
O Ternura aconteceu de uma forma diferente da qual havíamos pensado. Depois de meses procurando pela captação ideal dos nossos sony 70 , chegamos, enfim ao resultado que ainda carregava em si a cheiúra dos sons comprimidos, ainda que tivesse sido gravado com muito esmero na procura dos timbres. Isso estava longe das nossas pretensões iniciais. Após passarmos por breve período tentando, então, fazer a captação ao vivo das bases das músicas, notamos que perderíamos em definição do som, pois teríamos que usar no máximo 2 microfones por músico, o que resultaria em menos material fonográfico passível a ser equalizado, mixado e, senão, otimizado por nós em processo de modelagem futura das gravações. Desta feita, então, partimos pra gravação convencional em pista e fizemos utilizando as locações do Caverna do Mar na graça e no Porão. Este sendo usado pras gravações das linhas de bateria. O disco ainda está sendo gravado. Entre as faixas que temos como quase prontas, e...
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